Chance de reduzir desmatamento está nas mãos de apenas sete empresas de investimento, aponta relatório

Os fundos negociados em bolsa, ou ETFs, varreram o mundo financeiro, chegando a um valor coletivo de 6,7 trilhões de dólares no segundo semestre de 2020. Um ETF é uma espécie de híbrido entre uma ação facilmente negociável de uma única empresa e um fundo mútuo diversificado e de baixo custo que espalha o risco do investidor entre uma seleção de diferentes empresas. Aparentemente uma solução ideal e atrativa tanto para investidores individuais quanto institucionais, essa prática equivale a apoiar o desmatamento e outros danos ambientais, de acordo com um relatório recente da think tank financeira Planet Tracker, sediada em Londres. O relatório descobriu que 70% do mercado de ETFs está nas mãos das empresas financeiras americanas BlackRock, State Street Global Advisors e Vanguard. A respeito dos fundos de índice — que rastreiam os principais indicadores do mercado, como o S&P 500 em Nova York ou o FTSE em Londres e que possuem muitos ETFs vinculados a eles —, quatro empresas detêm 60% do mercado. Os principais participantes são Bloomberg, MSCI e S&P Dow Jones, sediadas nos EUA, e a FTSE Russell, baseada no Reino Unido. Esse nível de influência significa que essas empresas têm uma enorme oportunidade de diminuir o apoio financeiro para as empresas que desmatam florestas — se elas optarem por fazê-lo, segundo John Willis, principal autor do relatório. Terra desmatada para dar lugar a plantação de palma na Indonésia. Foto: Rhett A. Butler/Mongabay. Os fundos de índice, e especialmente os ETFs, têm crescido em popularidade nas…This article was originally published on Mongabay

Fonte: Mongabay
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