‘CSI Amazônia’: estudo analisa por 30 anos a causa da morte de árvores na floresta

À medida que mais árvores morrem na Bacia Amazônica, a capacidade da floresta de absorver dióxido de carbono diminui. Mas, para entender por que as árvores estão morrendo mais rápido, os pesquisadores precisam compreender antes de mais nada por que elas morrem, algo que, em grande escala, não se sabia até agora. Um estudo publicado na revista Nature Communications fornece informações sobre os padrões que levam à morte de árvores na Amazônia e pode ajudar os cientistas a explicar por que e como a floresta está mudando. De acordo com o estudo, o principal fator de risco que explica a morte das árvores é a taxa média de crescimento das espécies. Espécies que crescem mais rápido tendem a ter uma expectativa de vida menor, e, portanto, registrar mais mortes num determinado período. À medida que as mudanças climáticas avançam, essas espécies de crescimento rápido estão se saindo melhor. Mas as espécies que crescem mais rápido também morrem mais jovens, o que significa que absorvem menos carbono do que as espécies de crescimento lento e vida longa. Isso pode representar um problema para o clima, já que a Amazônia responde por 12% do sequestro terrestre de carbono. “A capacidade da Amazônia de absorver carbono está diminuindo com o tempo. E a principal razão é que a mortalidade [das árvores] está aumentando. Por isso precisamos entendê-la. Isso se tornou uma questão muito urgente”, diz Adriane Esquivel-Muelbert, autora líder do estudo do Instituto de Pesquisa Florestal de Birmingham, no Reino Unido. A uva-do-mato…This article was originally published on Mongabay

Fonte: Mongabay
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