Festival Olhar do Norte estreia no Teatro Amazonas

Em sua 4ª edição o festival terá sessões presenciais no Teatro Amazonas, mas o público poderá conferir os filmes também no site do evento que inicia nesta sexta-feira (21). A imagem acima mostra o ator, diretor e produtor Diego Bauer na abertura da última edição presencial do festival (Foto: César Nogueira/Artrupe)

Manaus (AM) – O Olhar do Norte Festival de Cinema, que começa nesta sexta-feira (21) em Manaus, chega à sua quarta edição com o status de um dos principais festivais de cinema do país, mas ainda sob o impacto da pandemia. A mostra competitiva terá 17 curtas-metragens (de ficção e não-ficção) concorrendo em nove categorias, produzidos por autores de diferentes Estados da região Norte. No total, o festival levará ao público 47 produções cinematográficas.

Pela primeira vez, o evento será realizado no Teatro Amazonas, embora com um público restrito. Dos 701 lugares do Teatro Amazonas, apenas 182 serão ocupados por cada sessão, número limite determinado pelas autoridades do governo do Amazonas, que apoia o festival. Em 2020, o Olhar do Norte foi apresentado exclusivamente online. Em 2018 e 2019, aconteceu no Teatro da Instalação e no  Les Artistes Café Teatro, no centro histórico de Manaus.

A cerimônia de abertura começa às 20h desta sexta-feira, quando serão exibidos três filmes convidados: “521 Anos/ Siia Ara” , “Enterrado no Quintal” e “Rio Doce”. O filme de encerramento, exibido na segunda-feira (24) será “Por Onde Anda Makunaíma?”, vencedor do Festival de Brasília e do Brazilian Film Festival (EUA).

Still do filme de abertura do Festival ” Rio Doce” com direção de Felipe Fernandes (Foto: Divulgação)

Still do filme de abertura do Festival ” Rio Doce” com direção de Felipe Fernandes (Foto: Divulgação)

Still do filme de abertura do Festival ” Rio Doce” com direção de Felipe Fernandes (Foto: Divulgação)

Still do filme de abertura do Festival ” Rio Doce” com direção de Felipe Fernandes (Foto: Divulgação)

Still do curta amazonense “Enterrado no quintal” com direção de Diego Bauer (Foto: César Nogueira/Artrupe)

Isabela Catão em cena do curta amazonense “Enterrado no quintal” com direção de Diego Bauer (Foto: César Nogueira/Artrupe)

Isabela Catão em cena do curta amazonense “Enterrado no quintal” com direção de Diego Bauer (Foto: César Nogueira/Artrupe)

Isabela Catão em cena do curta amazonense “Enterrado no quintal” com direção de Diego Bauer (Foto: César Nogueira/Artrupe)

Still do filme “521 Anos/ Siia Ara ” com direção de Adanilo (Foto: Divulgação)

Still do filme “521 Anos/ Siia Ara ” com direção de Adanilo (Foto: Divulgação)

Still do filme “521 Anos/ Siia Ara ” com direção de Adanilo (Foto: Divulgação)

Filme que encerrará o Olhar do Norte este ano será “Por onde anda Makunaíma”, direção de Rodrigo Séllos (Foto: Divulgação)

Filme que encerrará o Olhar do Norte este ano será “Por onde anda Makunaíma”, direção de Rodrigo Séllos (Foto: Divulgação)

Filme que encerrará o Olhar do Norte este ano será “Por onde anda Makunaíma”, direção de Rodrigo Séllos (Foto: Divulgação)

Filme que encerrará o Olhar do Norte este ano será “Por onde anda Makunaíma”, direção de Rodrigo Séllos (Foto: Divulgação)

Filme que encerrará o Olhar do Norte este ano será “Por onde anda Makunaíma”, direção de Rodrigo Séllos (Foto: Divulgação)

Filme que encerrará o Olhar do Norte este ano será “Por onde anda Makunaíma”, direção de Rodrigo Séllos, na foto o diretor teatral, Antunes Filho (Foto: Divulgação)

Filme que encerrará o Olhar do Norte este ano será “Por onde anda Makunaíma”, direção de Rodrigo Séllos, na foto o artista visual Jaider Esbell (Foto: Divulgação)

À Amazônia Real, Diego Bauer, um dos organizadores do Olhar do Norte Festival, disse que, inicialmente, a expectativa era ter um grande público no Teatro Amazonas, mas que com o avanço da variante ômicron do coronavírus as sessões precisaram ter acesso limitados.

“Lamentamos, pois é uma pena não ver o festival lotando o Teatro. Ao mesmo tempo, estamos aprendendo muita coisa com esta edição e queremos no futuro um festival verdadeiramente grande e que dite tendências para o restante do Brasil”, avaliou.

Neste sábado (22) e no domingo (23), as sessões começam às 16h e vão até às 20h (leia a programação ao final do texto). Segundo Diego Bauer, por causa da restrição, as inscrições para a maioria das sessões estão esgotadas. O festival também apresentará oficinas e rodas de conversa que serão realizadas no Centro Cultural Palácio da Justiça (rua Eduardo Ribeiro, Centro), sempre com entrada gratuita. O festival terá, porém, algumas programações online, que podem ser conferidas no site do evento (veja). O resultado dos vencedores será anunciado na segunda-feira.

O júri da Mostra Norte da 4ª edição do Olhar do Norte Festival é composto por Flávia Abtibol, Aldemar Matias, Dheik Praia, Francis Madson e Elaíze Farias, cofundadora e editora de conteúdo da Amazônia Real. Eles escolherão os vencedores dos curtas concorrentes nas categorias Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Direção de Arte, Melhor Som e dois Prêmios de Melhor Atuação. Haverá também um vencedor de Melhor Filme escolhido pelo Público.

Festival traz diversidade de temas

Premiações anteriores do festival (Foto: Divulgação)

Segundo Diego Bauer, que é ator, produtor cultural e integrante da Artrupe Produções Artísticas, realizadora do evento, a expectativa é fazer a melhor edição do Olhar do Norte. “Nós temos nesta quarta edição uma produção bem mais madura para apresentar. Os filmes são de diretores e diretoras que se especializaram e evoluíram nos últimos anos”.

O produtor destaca também a diversidade das temáticas abordadas nas produções. “Acredito que tudo isso está super evidente na programação com uma qualidade de filmes que tenho certeza que o público pode assistir e não se arrepender. São produções contemporâneas, que tratam sobre questões do interior e da floresta, mas que tratam também da zona urbana e das periferias, além de pautas igualitárias de gênero, raça e LGBTQIA+. É um festival totalmente conectado com o restante do país, mas ao menos tempo apontando caminhos que o nosso ponto de vista sugerem”, afirma Bauer à Amazônia Real. 

Ao recordar as primeiras edições do festival, Bauer comenta que inúmeras produções audiovisuais repercutiram no mercado após as suas participações no Olhar do Norte como, por exemplo, “Zana – O filho da Mata”, vencedor de seis prêmios (Melhor Direção, Atuação, Montagem, Direção de Arte, Som e Júri Popular) no festival em 2019. “Zana, filme do Augusto Gomes, foi super premiado e é dos filmes que mais circulou no Amazonas nos últimos anos, passando em mais de 15 festivais”, disse ele. 

O produtor também destacou o filme “Ari y Yo”, ganhador de Melhor Filme do Júri Oficial, Melhor Direção para Adriana de Faria e Prêmio de Atuação para Arislay em 2020 no Olhar do Norte, além do diretor Rômulo Sousa com o filme “Ratoeira” que levou o prêmio de atuação e Melhor Montagem no mesmo ano. “Sem contar ‘Maria’ da Elen Linth que esteve em Tiradentes e em diversas mostras internacionais”. 

Programação

Frame de “À beira do gatilho”, com direção de Lucas Martins (Foto: Reginaldo Tyson/Divulgação)

Gravações de” Ãgawaraitá”, direção de Priscila Tapajowara (Foto: Divulgação)

Frame de “Atordoados”, direção de Dir. Henrique Amud e Lucas H. Rossi dos Santos (Foto: Divulgação)

Frame de “Benzendeira! com direção de Pedro Olaia e San Marcelo (Foto: Divulgação)

Still de “Cercanias/Gatos” com direção de Sergio Andrade (Foto: Valentina Ricardo/Divulgação)

Still do curta ” Graves e Agudos em Construção” com direção de Walter Fernandes Jr. (Foto: Divulgação)

Still do curta “Jamary “com direção de Begê Muniz (Foto Divulgação

Frame de “Meu coração é um pouco mais vazio na cheia” filme de Tocantins com direção de Sabrina Trentin (Foto: Divulgação)

Still de “Meus Santos Saúdam Teus Santos ” filme do diretor Rodrigo Antônio (Foto: Divulgação)

Frame do curta de animação “Nazaré: do Verde ao Barro”, produção de Rondônia com direção de Juraci Junior

Frame do filme “Nome Sujo”, com direção Artur Roraimana

Bastidores da gravação do curta “O Colar”; direção Romulo Sousa (Foto: Divulgação)

Still do curta “Rabiola”; direção Thiago Briglia (Foto: Pedro Alencar/Divulgação)

Frame da animação amazonense Stone Heart; direção Humberto Rodrigues

Além das sessões presenciais, o evento conta com rodas de conversas, mostra online e oficinas, esta última já com inscrições encerradas. Já no Centro Cultural Palácio da Justiça acontecem três oficinas: “Sonoridades Possíveis”, com Marina Bruno, “RPP: Oficina de projetos fotográficos”, com César Nogueira, e “Distribuição de Curtas-Metragens”, de Reinel García. Também serão realizadas no local os debates dos filmes da Mostra Norte e duas rodas de conversa: a primeira ligada à representatividade feminina no audiovisual da região e a segunda sobre o filme “Por Onde Anda Makunaíma?”.

Realizado desde 2018 por um grupo de produtores, fotógrafos, atores e diretores, o Olhar do Norte tem como objetivo dar visibilidade à produção audiovisual local. O festival foi criado pela Artrupe Produções Artísticas, coletivo formado por Diego Bauer, Hamyle Nobre, Victor Kaleb e César Nogueira, que também é um dos colaboradores da Amazônia Real.

Após duas edições presenciais, por causa da pandemia da Covid-19 o Olhar do Norte precisou se adaptar em 2020 e produzir a sua primeira edição online. Já nesta  4ª edição, o festival terá o formato híbrido (presencial e online), onde a mostra Olhar Panorâmico apresentará 11 filmes no próprio site do Olhar do Norte do dia 22 ao dia 25 de janeiro. Para conferir o festival online, é necessário realizar um cadastro no site do evento.

Os filmes selecionados para a Mostra Norte e Filmes Convidados também serão disponibilizados no site conforme a sua exibição no Teatro Amazonas. Ou seja, aqueles que fazem parte das sessões de 16h e 20h do dia 22, poderão ser conferidos pelo público de 00h até 23h59 do dia seguinte na plataforma. 

“Isso apresentou para gente um mundo novo,pois tivemos grandes números de acessos nas seções online. Porém mesmo com esses resultados positivos, nós estávamos doidos para voltar para o presencial”, contou Bauer. 

Amazônia Real premiada no Olhar do Norte

Kátia Brasil ao receber os prêmios na primeira edição do Olhar do Norte
(Foto: Alberto César Araújo/Amazônia Real)

A Amazônia Real foi reconhecida em duas edições do Olhar do Norte Festival. Em 2018, o documentário “Pés de Anta – As Cineastas Munduruku”, venceu nas categorias de Melhor Roteiro e Melhor Direção. 

Filmado em 2016, o documentário faz parte de uma reportagem especial sobre a luta dos Munduruku pelo reconhecimento de seu território e conta a história de como as mulheres do povo acompanharam através da fotografia e da filmagem a autodemarcação da Terra Indígena Sawré Muybu, localizada na bacia do Rio Tapajós. 

Produzido e roteirizado pelas jornalistas Ana Mendes e jornalistas Elaíze Farias e dirigido por Kátia Brasil, “Pés de Anta – As cineastas Munduruku” foi montado por Pablo Albarenga.

“Pés de Anta – As cineastas Munduruku” está disponível ao público nas plataformas da internet Youtube e Vimeo.  

Já na edição de 2019, a Amazônia Real recebeu menção honrosa pelo documentário “BR-319: Bem-Vindo à Realidade”, também disponível no Youtube. Dirigido por Gustavo Faleiros, a produção faz parte do projeto “Olhando Por Dentro da Floresta Amazônica” que teve a realização da agência em conjunto com o InfoAmazônia.

Em 6 minutos de duração, “BR-319: Bem-Vindo à Realidade” fala sobre a história da Vila da Realidade, que localizada na rodovia que liga Porto Velho a Manaus se tornou fronteira para madeireiros de Rondônia. 

Confira a programação completa da 4ª edição do Olhar do Norte

Mostra de filmes

Local: Teatro Amazonas

21 de janeiro (sexta-feira)

20h

521 Anos/ Siia Ara (AM); Dir. Adanilo – 5’

Enterrado no Quintal (AM); Dir. Diego Bauer – 15’

Rio Doce (PE); Dir. Fellipe Fernandes – 90’

22 de janeiro (sábado)

16h

4 Bilhões De Infinitos (MG); Dir. Marco Antônio Pereira – 14’

Prata (RJ); Dir. Lucas de Melo – 21’

O Buraco (AM); Dir. Zeudi Souza – 16’

Stone Heart (AM); Dir. Humberto Rodrigues – 8’

Ãgawaraitá: Nancy (PA); Dir. Priscila Tapajowara 16’

Jamary (AM); Dir. Begê Muniz – 15’

Cercanias/ Gatos (AM); Dir. Sérgio Andrade – 15’

20h

Trovão Sem Chuva (MT); Dir. Bruno Bini – 19’

Adão, Eva e o Fruto Proibido (PB); Dir. R.B. Lima – 20’

A Bela é Poc (AM); Dir. Eric Lima – 21’

Benzedeira (PA); Dir. Pedro Olaia e San Marcelo – 15’

Nome Sujo (RR); Dir. Artur Roraimana – 13’

Graves e Agudos em Construção (AM); Dir. Walter Fernandes Jr. – 14’

Meus Santos Saúdam Teus Santos (PA); Dir. Rodrigo Antônio – 13’

23 de janeiro (domingo)

16h

Sideral (RN); Dir. Carlos Segundo – 15’

Como Respirar Fora D’água (SP); Dir. Júlia Fávero e Victoria Negreiros – 16’

De Costas pro Rio (AM); Dir. Felipe Aufiero – 15’

Meu coração é um pouco mais vazio na cheia (TO); Dir. Sabrina Trentin – 10’

Mestres da Tradição na Terra do Guaraná (AM); Dir. Ramom Morato – 13’

Nazaré: do Verde ao Barro (RO); Dir. Juraci Junior – 8’

Rabiola (RR); Dir. Thiago Briglia – 14’

À Beira do Gatilho (AM); Dir. Lucas Martins – 12’

20h

República (SP); Dir. Grace Passô – 15’

Chão de Fábrica (SP); Dir. Nina Kopko – 24’

Terra Nova (AM); Dir. Diego Bauer – 22’

Atordoado, Eu Permaneço Atento (AM); Dir. Henrique Amud & Lucas H. Rossi dos Santos – 15’

Reflexos da Cheia (AM); Dir. Jimmy Christian – 9’

Utopia (AP); Dir. Rayane Penha – 15’

O Colar (AM); Dir. Romulo Sousa – 20’

24 de janeiro (segunda-feira)

16h

Céu de Agosto (SP); Dir. Jasmin Tenucci – 16’

Entre Nós (AM); Dir. Arnaldo Barreto – 52’

19h

A Hespanhola (AM); Dir. Francis Madson – 12’

Por Onde Anda Makunaíma? (RR); Dir. Rodrigo Séllos – 84’

21h

Cerimônia De Premiação – 60’

Esta reportagem é apoiada pela Open Society Foundations dentro do projeto “Marcas da Covid-19 na Amazônia”

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Fonte: Amazônia Real
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