Inação do governo provoca boom no mercado voluntário de créditos de carbono

Lábrea, no sul do estado do Amazonas, é um dos municípios mais desmatados da Amazônia brasileira. Praticamente toda a sua grande faixa de floresta, situada em propriedades rurais privadas, foi destruída para dar espaço à criação de gado. Porém, na fazenda Fortaleza do Ituxi, o proprietário seguiu um caminho diferente: conservou a mata tropical em suas terras. “No início, todos os vizinhos disseram que ele era louco, que estava perdendo dinheiro. [Mas] depois que ele começou a vender os primeiros créditos de carbono [REDD+], algumas pessoas da região foram convencidas a fazer o mesmo”, diz Janaína Dallan, fundadora da Carbonext, a empresa privada responsável pela modelagem e comercialização do projeto de compensação de carbono da fazenda Fortaleza do Ituxi. Em Apuí, também no Amazonas, os créditos de carbono se tornaram o principal pilar financeiro do Projeto Café Agroflorestal Apuí, que estimula os pequenos agricultores a cultivarem café utilizando um sistema agroflorestal, ao mesmo tempo em que preservam a floresta. “Temos que começar a pensar em sustentabilidade financeira na Amazônia, caso contrário, o projeto não faz sentido”, diz Pedro Soares do Idesam, o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, a ONG por trás do projeto. Quarenta famílias vivem do café produzido e da comercialização dos créditos de carbono gerados em Apuí. Foto: Idesam/divulgação. Os projetos do Café Agroflorestal Apuí e da Fazenda Fortaleza do Ituxi são iniciativas muito diferentes, tanto em escala quanto em natureza. A Fortaleza do Ituxi abrange 48 mil hectares e emite seus créditos de carbono…This article was originally published on Mongabay

Fonte: Mongabay
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