Quanto maior a fazenda, pior o impacto climático na Amazônia

Uma análise de 20 anos de dados de satélites mostra diferenças significativas de temperatura em terras agrícolas no sul da Amazônia, sendo que as propriedades comerciais desmatadas extensivamente são até 3 °C mais quentes do que as florestas adjacentes, e as propriedades rurais menores são até 1,85 °C mais quentes do que as florestas. A perda de vegetação reduz a evaporação da água das plantas para a atmosfera, um processo responsável por 50% das chuvas na Amazônia. Fazendas de produção de commodities em larga escala tiveram grandes reduções dessa chuva “convectiva”, reduções que não foram observadas na atmosfera de propriedades rurais menores. Especialistas há muito alertam que as mudanças nos padrões de chuva provocadas pelo desmatamento na Amazônia poderiam levar o bioma inteiro a uma transição inevitável para uma savana degradada, com grandes consequências indiretas para o clima global. Práticas de manejo que tentam equilibrar a produtividade com a manutenção de serviços ecossistêmicos essenciais como a ciclagem da água serão cruciais para preservar as florestas remanescentes da Amazônia, dizem os autores do estudo, mas os proprietários comerciais precisarão de grandes incentivos para mudar suas práticas. O desmatamento para o plantio de commodities em grande escala no sul da Amazônia brasileira é associado a três vezes mais aquecimento superficial do que a agricultura em pequena escala, de acordo com um estudo publicado no começo do ano. Para investigar como as diferentes práticas de uso do solo afetam o clima local e os padrões climáticos, uma equipe internacional de pesquisadores, liderada por…This article was originally published on Mongabay

Fonte: Mongabay
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